Terça-feira, 8 de Julho de 2008

[76] Aos "amigos" bloguistas

Acho que devo uma explicação.

Tenho publicado muito menos e, sobretudo, não tenho comentado da forma como costumava fazer.O motivo é simples. Desiludido com o fracasso da comunidade que criei no ORKUT (várias pessoas passaram por lá, mas só uma se inscreveu de facto) resolvi tentar outras paragens. E criei um novo blog em França. Devo dizer que é muito mais funcional que este nosso blog de cá

a) Não preciso de contador de visitas porque o próprio blog me fornece dados estatísticos muito completos, acompanhados de gráficos, repartição dos visitantes por origem dos contactos, dados dia por dia, médias, etc..

b) Nos comentários não preciso de estar a escrever o meu email, nem palavra-chave , nem códigos anti-spam. É só clicar no comentário e escrever.

c) Não precisei de ir a nenhum programa especial, tipo Orkut, para criar a minha comunidade. Crei-a no próprio blog. (E inscrevi-me também noutras.) Tudo muito simples e muito directo.

Podia continuar a enumerar vantagens. Mas acho que não vale a pena.

O que me faz falta é a rede de "amigos" que já tinha criado cá. Acabarei por criar outra lá (já comecei a receber comentários).

Mas não é minha intenção abandonar o meu caro primeiro blog ! Continuarei por cá. Andarei é um pouco repartido (embora eu não seja propriamente um Marco Paulo...). Cá e lá, lá e cá...

E agora é a altura de dar um salto até "lá".

 

P.S.-- Para quem eventualmente queira, fica aqui o meu link de lá.

Nota : algumas coisas são publicadas nos dois blogs...

publicado por Transdisciplinar às 17:13
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Sexta-feira, 27 de Junho de 2008

[70] Retomando...

Abro o meu blog e dou-me conta de que há uma semana que não escrevo aqui.

É verdade que foi uma semana muito cheia (quem quiser ter um ideia pode ir ver a minha última resposta a um comentário de uma "amiga"no post anterior a este) e, de resto, muito cheia de computador. Só que com mails e não posts. Computador que me deu muitas chatices. Nem me atrevo a dizer os nomes que lhe chamei...

 

Mas houve um outro motivo para não escrever. É que estava expectante, a ver que reacções tinha ao que aqui escrevi sobre a transdisciplinaridade e à minha criação de uma comunidade com esse nome no programa ORKUT. Ora as respostas, aqui como lá, foram várias, mas a maior parte afinadas pelo mesmo diapasão : muito interessante, mas agora não tenho tempo, vou pensar e depois digo alguma coisa, etc., etc..Portanto neste momento o grupo confirmado é mínimo (nem justifica chamar-lhe comunidade).

Decididamente escolho mal os sítios para as minhas iniciativas. Provavelmente farei o que já fiz quanto à "cultura combinatória" (desisti de falar mais dela aqui e, no caso vertente, vou escrever um longo artigo para uma revista da especialidade.) Mas perco, com isso, aquilo que pretendia e que era ter um espaço de discussão viva de ideias, dinâmico e participado.

Na questão  da transdisciplinaridade isso custa-me particularmente porque o quadro conceptual presta-se especialmente ao tratamento muito abrangente dos mais variados assuntos, nos mais variados campos, como decorre da Carta da Arrábida (que nem sei se alguém terá tido a curiosidade de ir "espreitar"...).

Para já, já quebrei o hábito do post quase quotidiano. Assim como a consulta compulsiva dos posts alheios. Não se estranhe, pois, a minha relativa ausência da blogosfera nacional. Neste momento -- e salvo reviravolta inesperada da situação -- vou andar mais por outras bandas . (Ah, já me esquecia : criei um blog em França. Talvez por aí consiga o que não obtenho cá.)

 

Saudações blogueiras e até mais ver.

 

 

 

publicado por Transdisciplinar às 23:20
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Sexta-feira, 20 de Junho de 2008

[69] Ainda a transdisciplinaridade

       Se calhar, não deveria ter distraído o meu "público" com devaneios «P'ra variar». Porque  o que eu agora espero são respostas ao meu post [ 66 ] (e os aparentados), mesmo que elas sejam um não. Disso depende o que faço à comunidade que criei no Orkut -- por exemplo extingui-la, se o número de participantes não justificar a sua existência.

       O tipo de assuntos que cabem no âmbito de um grupo que se reclama deste tema é muito diversificado. Por isso mesmo, a partir da adopção da Carta da Arrábida, passei a usar a expressão "transdisciplinatidade alargada", para a distinguir das formas mais restritas da mesma, que continuam a ter o seu lugar na prática corrente de muitas abordagens (incluindo as minhas), mas que não devem fazer esquecer o carácter holístico desta "nova" concepção do saber -- melhor seria dizer : da sabedoria.

       Porque é disso que se trata.

       Cá fico à espera de mais reacções.

 

Adenda : por causa da reacção de um sobrinho meu, que estranhou nem saber que eu tinha um blog, fiz, por mails, alguma divulgação do mesmo. E já comecei a receber respostas encorajadoras...

publicado por Transdisciplinar às 15:39
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Quinta-feira, 19 de Junho de 2008

[67] Transdiscsplinaridade (cont.)

 

        Para quem não tiver paciência para ir ver a Carta da Arrábida, aqui fica uma sugestão : ver os vídeos dos meus posts [59] e [60].

publicado por Transdisciplinar às 14:48
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Quarta-feira, 18 de Junho de 2008

[66] Transdisciplinaridade

       Depois de navegar, nos últimos dias, pela Net, acabei por criar hoje uma "comunidade" no ORKUT do GOOGLE. Chamei-lhe "transdisciplinaridade" e destina-se a reunir pessoas interessadas em aprofundar o estudo e a divulgação deste tema.

       Trata-se, agora, de encontrar essas mesmas pessoas. E o primeiro passo que dou nesse sentido é justamente a publicação deste post.

       Para ser membro da comunidade não são requeridas qualificações académicas formais. Espera-se, sim, a adesão ao conteúdo da Carta da Arrábida (Carta Mumdial da Transdisciplinaridade), sem que  seja necessário ser dela signatário.

       Conhecê-la é simples. Correndo o risco de me repetir, indico que ela é muito fácil de encontrar na Net (e quem preferir pode recorrer ao link directo que encontra na lists de links do meu próprio blog).

       Depois os passos são também simples :

-- Aceder ao GOOGLE ;

-- Abrir uma "conta do Google" (é muito fácil e grátis) ;

-- Procurar o ORKUT :

-- No Orkut procurar Comunidades ;

-- Aí, procurar "Transdisciplinaridade",onde vê o que lá se diz.

       E pronto. Depois é com cada um.  Se estiver interessado, adere. Se não estiver, não adere.

       Pelo que me toca vou fazer alguns contactos (não muitos, não quero que possam acusar-me de fazer pressões ou de proselitismo). E ficarei à espera dos resultados deste post. Prefiro que sejam as pessoas a vir ter comigo.

       Depois, em função do que acontecer, decidir-se-á que passos dar. Manter só contactos virtuais ? Promover reuniões pessoais ? Ficar pela troca de publicações ? Criar um blog colectivo ? Preparar a participações em encontros promovidos por outras entidades (eventualmente com a apresentação de comunicações) ? Formalizar mais ou menos a própria "comunidade" ? Etc., etc..

       Como se vê, tudo está em aberto e não tenciono ser eu a autoritariamente decidir, por mim só, o caminho a seguir. Diria até que a minha iniciativa individual se extinguiu no acto de criação da comunidade.  Daí  em diante é com todos.

       Mas para isso é necessário que existam esses "todos". É para isso que venho apelar para vós. Peço-vos que pensem se estão interresados em participar nesta aventura e,sobretudo, que a divulguem junto da vossa rede de relações através dos meios que tenham ao vosso dispor.

       Cá fico à espera das vossas opiniões. 

             

publicado por Transdisciplinar às 02:04
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Quarta-feira, 4 de Junho de 2008

[52] Re-baldaria...

 Tomei-lhe o gosto. Ontem parei -- tinham sido muitas noitadas para a minha idade -- mas hoje retomo. Manda a verdade dizer que encorajado pelos comentários. Sem eles teria parado e voltado aos posts mais sisudos. (Não é que estes sejam hilariantes -- para isso falta-me por completo o jeito )  Mas sempre são mais "soltos".

Há bocado estava a pensar que estes me fazem lembrar o que eu chamava as "aulas selvagens", em que punha de lado o programa e, dando soltas à imaginação, discorria em debate com os alunos, sobre os temas (havia um limite : eram temas da disciplina) que me vinham à cabeça a propósito de qualquer coisa que tivesse acontecido.

Acrescente-se que esses limites eram latos. A sociologia. misturada com a epistemologia mais a veia transdisciplinar, dão para quase tudo. Sobretudo quando uma pessoa não se importa de ser classificada de marginal , ou desviante, ou excêntrica...Eram aulas muito divertidas, para mim e creio que também para os alunos (pelo menos a julgar  pelas conversas que tinha com alguns depois das aulas).

 

Chega de memórias e voltemos aos posts. Há uma coisa que me deixa espantado. É que ninguém agarrou o desafio que deixei bem expresso entre Ocidente versus Oriente, ou mais exactamente entre pensamento de uma e outra origem. Será que com esta chamada de atenção alguém se vai pronunciar sobre o assunto ? (Manda a verdade que se diga que uma das minhas "amigas" se referiu às  filosofias de vida : provavelmentene era nisso que estava a pensar.)

 

Voltando à blogosfera. É muito curioso como em pouco tempo me sinto "aconchegado" por um pequeno círculo de "amigos" que nos entre-comentamos. E não devia dizer "amigos" mas sim "amigas" porque, curiosamente, sâo só mulheres, Não que o tenha feito de propósito. P. ex. estou-me a lembrar dum caso em que pelo perfil , que era nulo, eu nem sequer sabia se era homem ou mulher ao comentar o post que levou ao estabelecimemto do "laço". Noutro caso era um homem, cujo post comentei e que me respondeu. Continuo a "espreitar" o post dele, mas nenhum de nós se sentiu inclinado a "adicionar-se".  É verdade que ultimamente deixei de percorrer posts do SAPO à balda a ver o que vem à rede. Mas lá que isto me faz pensar, faz. Talvez tenha que ver com os motivos que levavam, nos tempos áureos, algumas amigas minhas a chamarem-me "feminista honorário"...O que acharão disto as minhas "amigas" do blog ?

 

Passando à política : estou muito curioso em ver até onde vai o Manuel Alegre. E quanta rédea livre lhe deixa o partido. O meeting (por enquanto prefiro não lhe chamar outra coisa) do Tindade foi uma jogada pesada. Alegre, Roseta e Louçã (mais os restantes...) que futuro ? Segundo li, Saramago desvaloriza -- o que não é de espantar. E os que foram votantes de Alegre nas presidenciais, como estarão a reagir a estas movimentações ? Provavelmente, valerá a pena ver amanhã a entrevista de Judite de Sousa a seguir ao Telejornal.

Quanto ao PSD, só me dá vontade de rir. Nem foi preciso esperar : já cá estão as desavenças. De tão partido não há cola que lhe valha. Nem a da já avó.

 

Já chega. Vou ver um bocado de AXN para descontrair. Até amanhã-

 

 

 

publicado por Transdisciplinar às 16:35
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Sexta-feira, 11 de Abril de 2008

Fernando Gil e a transdisciplinaridade

Fernando Gil não é muito pródigo, na sua vasta obra, em considerações sobre a postura transdisciplinar. Mas nos seus dois livros que neste momento estou a reler (ambos são colectâneas de textos das origens mais diversas : artigos para revistas e enciclopédias, capítulos de livros colectivos, comunicações, conferências, participações em debates, intervenções em seminários, prefácios) encontrei várias referências de que aqui deixo alguns extractos.


A fragmentação das disciplinas anda a par de poderosos movimentos em direcção à unidade -- pensemos nos extraordinários efeitos de unificação gerados pela biologia molecular, pelas teorias dos conjuntos e das categorias ou pela «grande teoria» da unificação das interacções físicas fundamentais.


(Em Modos da Evidência,   1998 )      

 


(...) a elaboração  desse conhecimento «sistemático», intrinsecamente transdisciplinar que doravante coexiste com o saber disciplinar.

(...)

(...) Delattre desejaria sobretudo (...) demarcar «um conjunto conceptual coerente e válido para grupos de disciplinas tão largos quanto possível».

    É o que denominamos transdisciplinaridade  (...). Tratar-se-á de conceitos que actuam em várias disciplinas ou constituem o seu sustentáculo.


(Em Mediações, 2001 )

 

publicado por Transdisciplinar às 01:18
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Terça-feira, 11 de Março de 2008

Para a minha "amiga" MATS1948

GÖDEL, MORIN E EU



No que me fui meter ao propor-me escrever sobre Gödel ! Porque não tenho competência suficiente em Lógica Matemática para o discutir. Limito-me a ser um “utilizador” interessado, como tantos outros, e a seguir com atenção cada referência que a ele encontro.

E porquê meter Morin no título ? Porque sem Morin provavelmente eu não teria chegado à transdisciplinaridade e, sem isso, talvez não tivesse dado a Gödel a importância que dei.

Não espere, portanto, naquilo que se segue, um texto científico. É mais uma história pessoal, com tudo o que ela tem de idiossincrático.Vamos, então a isso.

Morin,pois. Li-o pela primeira vez em 1956, era eu então um simples aluno do Técnico ( já agora, e perdoe-me a imodéstia, mas dá-lhe uma ideia do meu percurso, fui o 1º classificado no exame de admissão – Física e Matemática – ao I.S.T. ), na revista Arguments (vim a saber muito mais tarde, já em França, que eu era um dos raros assinantes portugueses da revista). Segui sempre a obra de Morin, e ela foi um dos factores que contou para, já no fim do 5º ano do Técnico, decidir abandonar a Engenharia e ir para fFrança para estudar Sociologia. Morin é uma das muito poucas pessoas que considero meu mestre (e quando mais tarde vim a conhecê-lo pessoalmente até passámos a tratar-nos por tu). E foi também acompanhando a sua obra que passei a considerar-me um transdisciplinar.

Vou dar um salto grande no tempo, até para não a maçar com muitos pormenores pessoais. Em 1973 o meu amigo Fernando Gil (ele até era – digo era porque infelizmente já faleceu – padrinho do meu filho), um dos melhores filósofos e epistemólogos portugueses, disse-me : -- Lê o Wilden, que te vai interessar. Encomendei o livro :

-- Anthony Wilden – System and Structure. Essays in Communication and Exchange. London, Tavistock Publications, 1972.

Li-o e despertaram-me muito interesse as múltiplas referências a Gödel, de que eu nunca tinha ouvido falar. Daí em diante estive sempre muito atento aos autores que mencionavam Gödel e são os mais variados. Até no :

--(não lhe dou os autores porque são quatro, mas se estiver interessada facilmente encontrará pelo título) Dicionário Prático de Filosofia. 1ª edição portuguesa : Terramar, 1997.

até aí, dizia, encontrei referências a Gödel no verbeto sobre Matemática, a propósito da querela entre formalistas e não formalistas.

Mas, entretanto, já me tinha informado mais sobre o teorema da incompletude e tinha lido o que é considerado um dos melhores livros de divulgação científica sobre Gödel :

-- Ernest Nagel e James R. Newman – Gödel' Proof. New York and London, New York University Press, 1ª edição 1958.

Mas tinha visto mais. Por exemplo, em tradução portuguesa encontrei .

-- John L. Casti – Cinco Regras de Ouro. Lisboa, Gradiva, 1999 (Col. O Prazer da Matemática).

Depois de relacionar Gödel comTuring, Hilbert, e Tarski, Casti apresenta duas versões do teorema de Gödel, das quais lhe cito a versão lógica formal ; “Para qualquer formalização consistente da aritmética existem verdades aritméticas indemonstráveis dentro desse sistema formal.” Já agora, não resisto a citar de novo Casti “(...) em 1931, menos de três anos após a provocação bolonhesa de Hilbert, Kurt Gödel publicou o seguinte teorema metamatemático, talvez a descoberta matemática (e filosófica) mais famosa deste século.” ; e segue-se a versão informal do teorema.

Mais recentemente encontrei um calhamaço (mais de 800 páginas) que não me atrevo a recomendar facilmente ; mas para quem se sinta tentado pelo título aqui fica a referência:

-- Douglas R. Hofstadter – Gödel, Escher, Bach. A versão original,em inglês foi de1979, a edição que tenho, em português, é da Gradiva (Col.Ciência Aberta) e é de 2000.

Este post já vai longo e eu já estou cansado. De modo que por hoje fico-me por aqui. Só uma pequena nota final : o Gödel's Proof é dedicado ao seu muito estimado Bertrand Russell.

publicado por Transdisciplinar às 08:31
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