Terça-feira, 30 de Setembro de 2008

{112} Libertários, uni-vos...

Por causa das referências ao meu Pai no meu post de ontem, resolvi ir ver o que havia na Net sobre anarco-sindicalismo. E então não é que ainda se publica em Portugal um Boletim Anarco-Sindicalista (último nº : Julho deste ano), orgão da Secção Portuguesa da Associação Internacional dos Trabalhadores (vulgo Primeira Internacional) ? Fundada por Marx, como se sabe (felizmente ainda não havia leninismo...).

Pesquisei mais. A  Associação já só existe num número reduzido de paises. Mas mantém um Secretariado Internacional. Estive a ler alguna textos básicos. E deu para entender o meu pendor libertário.

 

Parêntesis : para quem não viu o meu post {53} aqui fica o meu political compass  (e o link se o quiserem fazer) :

                                             

 Pois é : o meu Pai nunca me endoutrinou. Mas, a partir duma certa idade, deixava-me assistir às conversas não-conspirativas que tinha com alguns amigos. Muito provavelmente não entendia muito do que era dito. Mas certamente vivi isso como uma demonstração de proximidade e de confiança do meu Pai.

Para mim, muito novo, a minha Mãe era a cultura (o francês, o piano, a leitura...) e as maneiras. Mas a política (e o ateísmo) eram o meu Pai.

 

Vá-se lá saber o que teria sido de outro modo...

 

Um dia destes, quando me der pr'aí, contacto a Secção Portuguesa da AIT e vejo em que param as modas por essas bandas...

                              

publicado por Transdisciplinar às 20:36
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{111} Datas

Ao navegar, um tanto ao acaso, na Net, daparasse-me este desenho. Achei imensa piada, porque na família se brincava com o facto de eu ter nascido no dia da única revolta popular armada do regime salarazista. Decretada pela CGT (tornada ilegal pela recente legislação sindical) a greve geral, esta só teve expressão nalguns locais do país. Mas na Marinha Grande houve um levantamento armado dos operários vidreiros e durante hores a vila esteve nas mãos dos insurectos.

Para o meu Pai deve ter sido um dia duplamente memorável. Depois de duas filhas, nasce-lhe o único filho varão (pelo qual, segundo contam. ele tanto ansiava) e dá-se um acontecimento daquela envergadura.

(Para quem quiser ter uma ideia breve do que foi a revolta da Marinha Grande. têm aqui mesmo à mão a Wikipédia.)

Talvez seja melhor acrescentar que o meu Pai foi na juventude um militante anarco-sindicalista (até escreveu n'"A Batalha"...) e esteve envolvido nas querelas entre anarquistas, comunistas, socialistas e autónomos pelo controlo da CGT.

Bastante mais tarde (já eu era um jovem) veio a ser preso pela PIDE (ainda mais tarde, seria a minha vez...).

Mas foi com ele que fiz a minha aprendizagem anti-fascista, ao ouvir as conversas dele com o nosso vizinho do lado, aos Domingos, na casa de campo, sobre o desenrolar da guerra. E a ele devo o nunca ter sido católico.

Chega de falar de mim. Vamos à imagem :

             

                                        

publicado por Transdisciplinar às 03:33
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