Sexta-feira, 5 de Dezembro de 2008

{149} Luiza Neto Jorge

Lembrei-me da Luiza (1939-1989). Fomos amigos, de Lisboa e de Paris (a minha primeira mulher tinha sido colega dela na Faculdade). E é com ternura que a recordo (quantas confidências...). Mas há tempos que não a lia. Procurei na Net. E resolvi trazê-la aqui. Com saudade.

 

A Magnólia

A exaltação do mínimo,
e o magnífico relâmpago
do acontecimento mestre
restituem-me a forma
o meu esplendor

Um diminuto berço me recolhe
onde a palavra se elide
na matéria - na metáfora -
necessária, e leve, a cada um
onde se ecoa e resvala.

A magnólia,
o som que se desenvolve nela
quando pronunciada,
é um exaltado aroma
perdido na tempestade,

um mínimo ente magnífico
desfolhando relâmpagos
sobre mim.

 in O seu a seu tempo
Organização e prefácio de Fernando Cabral Martins Assírio & Alvim 2ª edição 2001

 

E, já agora, uma fotografia dela :

 

 

E, já que estamos em fotografias, a propósito do poema :

 


publicado por Transdisciplinar às 15:47
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