Sexta-feira, 12 de Setembro de 2008

[106} Noitada

Mais uma noitada. O dia foi estúpido, vingo-me na noite. Dou a mim próprio a autorização de não ter horas para me deitar e continuar a pé (modo de dizer : sentado ao computador) enquanto me der na real gana...

O grosso do dia também foi passado no computador, mas aí por "obrigação". Relativa -- podia ter mandado tudo às urtigas ! Mas estava em jogo uma questão de brio envolvendo o meu blog francês e, além disso, tornei a entrar numa das minhas "querelas" com o "bicho" : ou vencia ele ou vencia eu. (Acabei por vencer eu..., mas custou-me quase uma tarde.)

Devo acrescentar que as nossas relações estão muito mais calmas. Por um lado, porque começo a conhecê-lo melhor e já há muitas situações que resolvo sozinho, sem dificuldades de maior. Digamos que aprendi a dar-lhe a(s) volta(s). Por outro lado -- e é o mais importante -- porque perdi as preocupações, que a certa altura aqui descrevi, de estar dependente, "adicto", do computador. Continuo a usá-lo muito, mas faço-o de uma forma que já não sinto como obcessiva, compulsiva.

Utilizo-o, por vezes (poucas) por necessidade prática, mas a maior parte do tempo pelo prazer que retiro do meu funcionamento na blogosfera. As mais das vezes é com gosto que escrevo, que comento e sou comentado, que me ocupo da comunidade de que sou "administrador", que navego à procura de uma ínfima parte da infinidade de oportunidades que a Internet oferece, etc. etc..E tenho vindo a reconhecer que, neste momento, como "intelectual" (segundo me disseram, os mais novos usam este termo depreciativamente, enquanto que na minha geração era motivo de consideração) aposentado, o computador contribui positivamente para me manter mentalmente activo e interveniente.

Quanto à "dependência" de que a certa altura me queixei, tendo a vê-la agora como aquilo que Alberoni designa pelo termo enamoramento. Que pode ser violento quando surge, que pode conduzir a exageros, mas que está condenado a evoluir para formas mais "normais" de relacionamento. E, para mais, neste caso nem sequer se tratava do envolvimento entre duas pessoas (embora, por vezes, eu me referisse ao "bicho" quase como se de uma pessoa se tratasse, sobretudo quando vivia as situações como se se tratasse de lutas pelo poder...). E devo confessar que essa dimensão, ou faceta, de poder se mantém. Por exemplo, esta tarde, a certa altura o que estava em causa já nem era a possibilidade, que estava assegurada, de eu publicar um post, era saber se a minha inteligência era capaz ou não de vencer as "manias" do computador que persistia em não corresponder ao que eu o mandava fazer...

 

Do que já não me safo é das consequências de algumas das coisas que escrevi a propósito das minhas férias no Norte. Não disse nada que não sentisse, mas isso não me desculpa da má educaçao que foi tê-lo feito num sítio público como é um blog (dois, se contarmos com o francês -- que, inclusivamente, como agora verifico com os novos contadores de visitas por países, é mais lido por portugueses do que por franceses, embora não escrevam comentários...). Ora eu era tratado como um membro da família. E foi muito pouco polido da minha parte ter escrito o que escrevi. Ainda por cima foi estúpido (porque eu sabia que as outras pessoas também vão ver blogs...) e nem sequer os agradecimentos que exprimi sobre certos aspectos  chegam para compensar o tom e o teor desagradáveis de algumas das coisa que escrevi. Só espero ainda ter a possibilidade de uma explicaçâo franca com a mais importante das outras pessoas envolvidas. Compreenda-se que não entre agora em mais pormenores. Não vá eu ainda piorar as coisas.

 

E pronto. (Com um pouco de T.V. pelo meio) já é de manhã. E já é a altura de ir, de novo, abrir o mail, não vá entretanto ter chegado algum comentário matutino.

Até breve.

sinto-me: satisfeito
publicado por Transdisciplinar às 05:59
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Domingo, 17 de Agosto de 2008

[90] Férias (cont,)...

 

As coisas estão mais calmas, agora. Uma boa parte das pessoas já se foi embora. E, sobretudo, consegui ter uma mesa no meu quarto para pôr o computador, o que dá para me isolar uma boa parte do tempo e estar à minha vontade. Mas acho que só quando voltar para Lisboa e para minha casa é que retomarei o meu próprio ritmo e, até, o meu próprio eu. Por enquanto estou "adulterado" pelos convívios forçados e pelos compromissos a que a vida em conjunto necessariamente obriga.

 

Tenho reflectido nos blogs e naquilo que escrevi, quando aqui cheguei, sobre a viciação no computador. Sem negar que haja uma habituação com laivos de dependência, acho agora que exagerei um bocado e que uma parte das minhas reacções tinha mais a ver com o local e com as pessoas do que com a blogosfera.

 

Outra coisa que fiz foi rever os meus posts (aqui e no blog francês). E acho que vou voltar às citações, se possível curtas, porque me parece que têm mais interesse. E vou aumentar a música, os vídeos e os quadros.

 

E agora vou voltar â pesquisa. Boa noite.

 

 

publicado por Transdisciplinar às 22:23
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Sábado, 9 de Agosto de 2008

[88] Milagre !

 

 

Amigos conseguiram conectar-me à Internet , sem "router", sem telefone, sem fios, sem qualquer dos requisitos que eu pensava serem necessários para o funcionamento do "bicho" (é a minha forma carinhosa de me referir ao mostrengo...)

Vou ter limitações. A primeira é que estou numa casa em que, por causa das crianças, não se pode fumar !...As outras i-las-ei descobrindo â medida que for usando este programa.

Para já vou tentar copiar/colar o pouco que escrevi no Works enquanto esperava por esta solução. Depois logo se verá.

 

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Sexta, 8 de Agosto de 2008

 

Isto de estar de férias pela primeira vez desde que tenho blogs dá-me para perceber que, neste momento, estou autenticamente viciado em duas coisas : uma, que tem solução fácil, e só menciono pour mémoire, é a dependência dos muitos descafeinados que vou bebendo ao longo do dia (já quase se tornaram a minha “refeição principal”…) ; outra, que é mais complicada de resolver e mais insidiosa, é a dependência da Internet. Não por causa da pesquisa (faço pouca), mas pelos emails e pelos blogs e tudo o que lhes está associado.

Cheguei a um ponto em que quase já não sei viver sem o computador. Estou a tentar resolver o problema do acesso à Internet com a ajuda de pessoas amigas mais experientes do que eu nestas matérias, mas, no momento em

que escrevo, ainda não tenho a certeza.

 

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Foi feita uma tentativa, com um programa “importado” de outro computador, mas não resultou. Amanhã a pessoa que me está a ajudar (eu não percebo o suficiente de informática para me abalançar a estas andanças) vai fazer outra tentativa, por outro processo. Entretanto, resta-me ir escrevendo isto, à espera de o passar para um futuro post em que conte as minhas desventuras de internauta falhado…

E, já agora, vou explorar as possibilidades que o computador oferece quando não se tem Internet. Por isso, paro aqui este texto, guardo-o e vou partir para outra.

 

[P.S. Domingo 10 -- No blog francês alonguei-me bastante mais sobre a dependência da blogosfera. Quem estiver interessado pode chegar lá facilmente através do link (BLOG FR.) que encontra neste blog]

 

 

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Bom, afinal há uma limitação : tenho que ter ligado ao computador um pequeno aparelho (parece um telemóvel). Sem isso nada feito.

 

E agora tenho que parar, porque são horas de jantar e tenho de libertar a mesa. À noite irei ver os mails e responder ao que for necessário mais ver os posts dos amigos

Até logo.

 

 

 

 

publicado por Transdisciplinar às 20:00
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