Terça-feira, 16 de Dezembro de 2008

{161} Eugénio de Andrade (2)

Há muito tempo que não publicava Eugénio de Andrade. Aqui fica um curto poema seu :

 

À Beira de Água

 
Estive sempre sentado nesta pedra
escutando, por assim dizer, o silêncio.
Ou no lago cair um fiozinho de água.
O lago é o tanque daquela idade
em que não tinha o coração
magoado. (Porque o amor, perdoa dizê-lo,
dói tanto! Todo o amor. Até o nosso,
tão feito de privação.) Estou onde
sempre estive: à beira de ser água.
Envelhecendo no rumor da bica
por onde corre apenas o silêncio.



Eugénio de Andrade
Os Sulcos da Sede

publicado por Transdisciplinar às 13:59
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